A Arte e o Fantástico PDF Imprimir E-mail

A Arte e o Fantástico

Há, segundo Louis Vax e outros teóricos, uma grande relação entre o Fantástico e as Artes Plásticas, o que acaba gerando entre os conhecedores do gênero a expressão Arte Fantástica. Depois do intrigante “delírio” artístico descrito por Horácio Quintiliano Flaco em sua Epístola ad Pisones, inaugurou-se na verdade uma crítica do Fantástico e da própria arte ligada à psiqué. Sendo, na literatura, um gênero definido pela indefinição, nas artes o Fantástico segue a mesma regra, cobre-se do mesmo matiz. Tem-se como primeiro pintor do "fantástico" o causticante Hieronymus Bosch, secundado por outros grandes nomes como: Brueghel, Grünewald, Baldung Grien, Goya, Moreau, Fuseli, Redon, Klinger, Böcklin, William Blake, Gustave Doré, Piranesi e Salvador Dalí. O mundo da fantasia, o sonho e o sono têm sido essencial a arte desde seus primórdios, mas foi particularmente importante para a escola maneirista, a escola romântica, e especialmente para o decadentismo de Verlaine e Rimbaud que abririam portas para o Surrealismo de André Breton. A arte fantástica apresenta a fantasia, a imaginação, o mundo dos sonhos, o grotesco, visões e outros aspectos mundanos à luz do supernatural