| José Alcides Pinto |
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| Qui, 15 de Julho de 2010 02:03 | |
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José Alcides Pinto
No âmbito geral da literatura cearense, um nome dos mais importantes vem a ser o de José Alcides Pinto, autor da Trilogia da Maldição, que se compõe de três importantes romances: João Pinto de Maria, O Dragão e Os verdes abutres da colina, todas narrativas motivadas pelo sobrenatural, em suas mais diversas e intrigantes categorias ( Maravilhoso, Fantástico, Estranho, Absurdo etc. ). Sustentando a alcunha de “maldito “, José Alcides Pinto evoluiu naturalmente da poesia ( fundador do Concretismo no Ceará, juntamente com Horácio Dídimo ) para o conto, solidificando a sua obra em volumes como O criador de demônios (1967 ); Entre o sexo, a loucura e a morte (1968) que lhe encaminhavam para uma, inegável, maturidade literária. Conseqüentemente, sua narrativa é reflexo não apenas da visão satanista do mundo, mas da própria predestinação do artista que, segundo ele mesmo, já nasce para ser maldito. “Sou da maldição. Já nasci com esse estigma dentro de mim. “ Enquadrado, às vezes, da mesma forma que José J. Veiga, como adepto do Realismo Mágico, José Alcides Pinto é muito mais que isso. poeta, prosador e místico, José Alcides Pinto é um polígrafo do mais conceituados. Dono de uma fortuna crítica significativa, há quem lhe atribua relações não apenas com o movimento surrealista, em seu delírio alucinatório, mas até com o teatro da crueldade de Antoin Artaud e com o grupo iconoclasta dos franceses e Roger Callois. Há momentos em que trabalha nitidamente as linhas do Absurdo, numa fragmentação artística do cotidiano, a exemplo de Murilo Rubião, podendo ser encontrados em suas obras traços importantíssimos do gênero fantástico, procedimento que confirma a sua característica de multifacetado, com uma obra tão eclética que inclui poesia, conto, romance, crítica e teatro. Decano do Fantástico no Ceará, nasceu em 1923, no município de Santana do Acaraú, na localidade de São Francisco do Estreito. Ainda jovem foi estudar no Rio de Janeiro formando-se em Jornalismo e Biblioteconomia. Sua estréia na literatura cearense foi em 1950 ao participar da famosa “Antologia dos poetas da nova geração”. Daí por diante, fez poesias, romances, novelas, teatro, críticas e ensaios sobre literatura. Foi mesmo um dos fundadores do “concretismo” cearense na companhia de Antônio Girão Barroso, Horácio Dídimo e Zenon Barreto. Autor de personalidade conturbada (talvez por isso, a alcunha de “maldito”) há sempre em seus textos um misto de desordem e subversão. Obras: O editor de insônia; Os catadores de siri; Acaraú: biografia de um rio; O tempo dos mortos (trilogia); Trilogia da Maldição ( João Pinto de Maria:biografia de um louco / O Dragão / Os verdes abutres da colina ); O criador de demônios; Entre o sexo, a loucura e a morte; A divina relação do corpo; As Tágides dentre outros. |
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