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O que é o GRELF Revista Brasileira de Literatura Fantástica - Ceará
O QUE É O GRELF?
A Literatura Fantástica (LF) constitui, ao mesmo tempo, um dos gêneros mais contraditórios e menos delimitados da literatura moderna. Até hoje não existe uma teoria inteiramente satisfatória, de forma que todas as teorias existentes, quando aplicadas ao texto literário, encontram rapidamente seus limites. Por outro lado, a LF é um dos gêneros mais diversificados incluindo, dependendo da perspectiva do crítico, os seguintes sub-gêneros: o fantástico no sentido restrito, o maravilhoso, o estranho (e seu sub-gênero, o texto policial), a literatura de terror, a ficção científica (SF), o realismo mágico, a high fantasy (por exemplo The Lord of the Rings de Tolkien), o romance gótico, o conto de fadas e até o absurdo. No mesmo momento, sua delimitação em diante de gêneros contíguos, como o absurdo, o realismo mágico, o romance gótico, a utopia e a alegoria se torna altamente problemática.
A proposta do GRELF é a pesquisa acerca da LF, tanto na teoria, como na aplicação desta, como abordagem crítica e interpretativa, ao texto literário. O GRELF não pretende se limitar à literatura de uma única língua, de forma que os textos abordados pertencerão às literaturas em língua inglesa (literatura inglesa, norte-americana e irlandesa, entre outras), em língua portuguesa (brasileira e portuguesa), em língua espanhola (espanhola e latino-americana em geral), e todas as outras literaturas nacionais da cultura ocidental, como a alemã, a francesa e a russa.
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A Arte e o Fantástico
Há, segundo Louis Vax e outros teóricos, uma grande relação entre o Fantástico e as Artes Plásticas, o que acaba gerando entre os conhecedores do gênero a expressão Arte Fantástica. Depois do intrigante “delírio” artístico descrito por Horácio Quintiliano Flaco em sua Epístola ad Pisones, inaugurou-se na verdade uma crítica do Fantástico e da própria arte ligada à psiqué. Sendo, na literatura, um gênero definido pela indefinição, nas artes o Fantástico segue a mesma regra, cobre-se do mesmo matiz. Tem-se como primeiro pintor do "fantástico" o causticante Hieronymus Bosch, secundado por outros grandes nomes como: Brueghel, Grünewald, Baldung Grien, Goya, Moreau, Fuseli, Redon, Klinger, Böcklin, William Blake, Gustave Doré, Piranesi e Salvador Dalí. O mundo da fantasia, o sonho e o sono têm sido essencial a arte desde seus primórdios, mas foi particularmente importante para a escola maneirista, a escola romântica, e especialmente para o decadentismo de Verlaine e Rimbaud que abririam portas para o Surrealismo de André Breton. A arte fantástica apresenta a fantasia, a imaginação, o mundo dos sonhos, o grotesco, visões e outros aspectos mundanos à luz do supernatural
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