As civilizações antigas sempre foram regidas por códigos que estavam fundamentados em mitos. O problema é que os mitos sobre a mulher, em sua maioria, são depreciativos do sexo feminino, com raras exceções à queles que tratavam de fertilidade, de maternidade, porque estavam ligadas à agricultura. Fora isso, a mulher sempre foi desobediente ( Lilith), curiosa ( Pandora), desencaminhadora da conduta masculina ( Eva) e, por isso, um ser esquivo não digno de confiança. A mulher é vista de forma tão negativa que no Código Penal Brasileiro ainda vinha a expressão ” Mulher de Bem” como requisito para ser professora. Se durante muito tempo a mulher não teve fala, porque não tinha falo, toda a sua história foi, na verdade, escrita por homens que ou apresentavam essa mulher idealizada ( uma ilusão, uma mentira, o Romantismo de Byron) ou apresentavam essa mulher muito mais perniciosa e negativa do que de fato era, o Realismo de Flaubert. Em suma, o fato de o homem ter fala, poder e audiência fez com que a imagem da mulher fosse denegrida ao longo dos séculos. O nome desse conceito ou preconceito é denominado HETERONORMATIVIDADE. Infelizmente, o mundo é masculino. Mas isso está mudando.