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II Encontro Cearense de Literatura Fantástica
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Vicente Jr

 

Vicente Jr é Doutor pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Especialista em Educação pela UECE e graduado em Letras pela UFC desde 1999. Fundador do Grupo Rosa Literária, última agremiação beletrista do século XX em Fortaleza, no âmbito da UFC. Veja mais

Marton Tamas

Márton Tamás Gémes cursou Letras na Universität zu Köln (Universidade de Colônia / Alemanha), nas áreas de Língua Portuguesa, Inglesa e Alemã, e suas respectivas Literaturas. Durante o curso, especializou-se emliteratura fantásticaliteratura medievalVeja mais

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O Limiar Benjaminiano e e universo fantástico

GUILHERME SARDAS


Resumo:

Em sua obra inacabada Passagens, Walter Benjamin (1892-1940) discute, entre outros temas, o rareamento das experiências liminares na modernidade. Para o filósofo, o ritmo e os valores predominantes da vida moderna abolem, aos poucos, os “ritos de passagem” – transições mais duradouras ligadas à morte, ao nascimento, ao casamento, à puberdade etc. –, ou seja, todo tipo de passagem na experiência espiritual e intelectual do homem, impondo, ao contrário, separações fixas, oposições claras: as “fronteiras”. Deste modo, o conceito de limiar benjaminiano surge para definir espaços intermediários, de não definição, em oposição à ideia de fronteira, que indica limite, cisão, separação precisa. No artigo “Entre a vida e a morte”, presente na obra Limiares e Passagens em Walter Benjamin, a filósofa Jeanne Marie Gagnebin analisa estes conceitos e salienta as obras literárias e artísticas que, segundo Benjamin, buscaram resgatar estas experiências liminares como reação ao pensamento cartesiano e às categorizações arbitrárias tão caras ao moderno pensamento ocidental. Entre elas, são tratadas a obra de Marcel Proust (com suas narrativas de embaralhamento de tempo, variando presente e memória), o surrealismo de Louis de Aragon e a obra de Franz Kafka (este último, em caráter diferenciador dos dois primeiros, trafegando pelo que Gagnebin chama de “limiar inchado”). Em síntese, este tipo específico de limiar é quando “o limiar parece ter adquirido uma tal espessura que dele não se consegue sair, o que acaba negando sua função”. Ou seja, uma interessante abstração do universo absurdo e claustrofóbico de Kafka. O presente artigo visa demonstrar como o resgaste de experiências liminares através da arte e da literatura na modernidade tratadas por Benjamin e discutidas por Gagnebin – o espaço intermediário entre a vigília e o sonho, entre o real e a imaginário, racional e irracional, e, por fim, entre a vida e a morte – foi também buscado por um dos grandes pioneiros da literatura fantástica brasileira: o mineiro Murilo Rubião (1916-1991). Para tal, além de uma introdução teórica sobre o conceito de limiar em Benjamin, analisaremos o conto “O Ex-mágico de Taberna Minhota” por uma perspectiva surrealista, e discorreremos a respeito dos contos “A Fila”, “A Cidade” e “A Armadilha” – aproximando-os da vertente kafkiana do chamado “limiar inchado”. Concluiremos com uma citação final sobre “O pirotécnico Zacarias”, o “vivo-morto” de Rubião, a espelho do machadiano Brás Cubas, como um exemplo limiar entre a vida e a morte. Veja artigo completo

A semântica das cores na Literatura Fantástica

Francisco Vicente de PAULA JÚNIOR


Resumo: Este estudo demonstra a utilização das cores na construção de textos da Literatura Fantástica, principalmente da cor verde, que passa a representar os temas sobrenaturais na literatura contemporânea, considerando que tradicionalmente eram usados para isso o preto e o vermelho. Tendo como bases os estudos estruturalistas de Tzvetan Todorov, as simbologias de Manfred Lurker e a policromia de LuisVax, assinalamos, por meio da análise de obras representativas, um novo caminho interpretativo para a literatura fantástica, o uso da cor verde como elemento marcador do texto sobrenatural. Veja artigo completo